Poesia Palaciana é o nome dado para as poesias que eram produzidas em palácios pelos nobres. Destinada também ao público nobre, esse tipo de poesia foi recolhida por Garcia Resende, no Cancioneiro Geral e impresso em 880 composições no ano de 1516.
Principais características
A poesia é separada da música, pois a primeira é destinada à leitura, de forma que a própria linguagem é responsável pelo ritmo e pela expressividade. Com o passar do tempo o termo trovador assume caráter pejorativo, fazendo com que surja a imagem do poeta. Além disso, o lirismo amoroso trovadoresco, por meio de influência de Petrarca, assume uma conotação que tem a mulher idealizada, inatingível, e a sensualidade que era reprimida nas cantigas de amor passa a ser frequente. Entre as temáticas, tinha ainda o retrato dos usos e costumes da corte.Marcada por ambiguidades, conotação, aliteração e jogo de palavras, a poesia palaciana foi pouco popular na época em que foi criada. Seu valor literário, no entanto, é inquestionável, fazendo com que seu estudo seja essencial para a história da literatura. Sua análise torna possível perceber como era o comportamento artístico e a cultura durante diversos reinados.
Temática variada: com composições religiosas, satíricas, didáticas, heróicas e líricas. O lirismo trovadoresco, a partir de Petrarca, assume uma nova conotação, a mulher idealizada, inatingível, canaliza-se a sensualidade reprimida nas cantigas de amor passa a ser frequente.
Exemplo:
Meu amor, tanto vos amo,
que meu desejo não ousa
desejar nenhuma cousa.
Porque, se a desejasse,
logo a esperaria,
e se eu esperasse,
sei que a vós anojaria,
mil vezes a morte chamo
e meu desejo não ousa
desejar-me outra cousa.
Conde Vimioso
que meu desejo não ousa
desejar nenhuma cousa.
Porque, se a desejasse,
logo a esperaria,
e se eu esperasse,
sei que a vós anojaria,
mil vezes a morte chamo
e meu desejo não ousa
desejar-me outra cousa.
Conde Vimioso

